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Pólio: casos registrados em 12 países exigem prevenção

12/08/2005 - 22:30

20 de agosto começa a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil

BRASÍLIA - O fato de países da África, Sudeste da Ásia e Mediterrâneo Oriental ainda não terem eliminado o vírus transmissor da poliomielite exige das nações que já erradicaram a doença, como o Brasil, manter estratégias de vacinação. Isso evita a reintrodução do vírus em territórios livres da pólio. Por conta disso, neste 20 de agosto, o país realizará a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil, cujo slogan é "Vamos reforçar a vitória, Brasil". Cerca de 329 mil pessoas, entre servidores e voluntários, estarão mobilizadas em 94 mil postos de vacinação. A meta é vacinar 17 milhões de crianças menores de cinco anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos quatro anos 12 países da África, Sudeste da Ásia e Mediterrâneo Oriental registraram casos de poliomielite: Afeganistão, Angola, Egito, Etiópia, Índia, Madagascar, Mauritânia, Níger, Nigéria, Paquistão, Somália e Sudão. Seis deles exigem alta prioridade das ações internacionais pela erradicação: Afeganistão, Egito, Índia, Níger, Nigéria e Paquistão.

Quase 80% dos casos notificados recentemente no mundo, se concentram na Índia, na Nigéria no Paquistão. Entre janeiro de 2004 e abril de 2005, a OMS recebeu a notificação de 1.267 casos, sendo 136 na Índia, 792 na Nigéria e 53 no Paquistão. Em 2005, até o dia 17 de maio, também houve registro de um caso no Níger e outro no Afeganistão. Por isso, há necessidade de manter campanhas de vacinação contra a pólio, mesmo nos países que já erradicaram a doença, uma vez que o fluxo intenso e rápido de viajantes pelo mundo pode propagar facilmente o poliovírus.

Para proteger o país do risco da poliomielite, também é necessária a manutenção de coberturas vacinais adequadas - no mínimo 95% de crianças vacinadas em pelo menos 80% dos municípios, evitando a formação de bolsões de pessoas vulneráveis ao vírus em algumas áreas geográficas.

Em 2005, a estratégia de campanha contra a poliomielite no Brasil completa 25 anos de existência. Os últimos casos da doença foram verificados nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, em 1989. Em 1994, o continente americano recebeu da OMS o reconhecimento pela erradicação da transmissão autóctone da doença. Os países do Pacífico Ocidental receberam o reconhecimento em 2000 e a Europa, em 2002.

Meta - Vacinar cerca de 17 milhões de crianças menores de cinco anos contra a poliomielite em um único dia. Essa é a meta do Ministério da Saúde, estados e municípios brasileiros durante a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Paralisia Infantil, no dia 20 de agosto. O transporte dos 329 mil profissionais que estarão envolvidos nesta ação será garantido por mais de 36 mil automóveis e 443 embarcações. Esta é uma das maiores mobilizações em saúde pública do mundo e que garante a vacinação das crianças menores de cinco anos mesmo em áreas de difícil acesso, como na região Amazônica.

Ao todo, foram investidos R$ 21,6 milhões nessa segunda etapa da vacinação contra pólio, sendo R$ 10,7 milhões para a compra de 26,2 milhões de doses da vacina Sabin, e R$ 6,4 milhões que serão repassados para fundos estaduais e municipais de saúde para a operacionalização da campanha, além de R$ 4,5 milhões para a publicidade.

Assim como na primeira etapa, a campanha publicitária, que começou a ser veiculada no dia 7 de agosto, é inspirada no futebol. A idéia é associar o êxito da estratégia de vacinação ao esforço de um grande time: a população brasileira. Nas peças para a televisão, folhetos e cartazes, crianças uniformizadas com o tema da campanha reforçam a necessidade de toda a população brasileira se mobilizar para vacinar os menores de cinco anos e garantir, mais uma vez, a vitória contra a doença. Esse também é o conceito para o spot de rádio que será veiculado em todo o território nacional. O Ministério da Saúde já enviou as remessas de folhetos (1,8 milhão de unidades) e de cartazes (900 mil) aos estados, que os repassarão aos municípios.

Fonte: www.eagora.com.br