Prevenindo acidentes
A AACD orienta sobre cuidados nas férias para evitar lesões medulares
Inserida em: 12/07/2005
Embora a maior porcentagem das lesões medulares no Brasil seja provocada por armas de fogo, acidentes domésticos e de trânsito e algumas brincadeiras também são causas de representativo índice de tetraplegia e paraplegia. Assim, nas férias escolares, como as que se iniciam em 1º de julho, é preciso redobrar a atenção. O maior número de viagens e o tempo livre das crianças para brincadeiras podem resultar em acidentes com graves conseqüências.
Levantamento feito pela Clínica de Lesão Medular da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) revela que 30,5% de seus pacientes tiveram o problema causado devido a acidente automobilístico. Quedas de altura (13%) e mergulho em águas rasas (6,8%) são outras causas significativas de lesões. Estes três grupos de fatores têm maior probabilidade de ocorrência nas férias. Assim, a AACD recomenda que se redobrem os cuidados, pois a prevenção é essencial nesses casos, cujas conseqüências podem ser graves, incluindo tetraplegia e paraplegia. A maior causa de lesões medulares, refletindo o quadro de violência do País, refere-se a acidentes com armas de fogo (43,5% dos pacientes).
Em períodos de férias ou feriados prolongados, acidentes são mais propícios a acontecer. Longe das salas de aula, o lazer em alguns bairros das grandes metrópoles, por exemplo, resume-se a atividades como empinar pipas nas lajes das casas, com alto registro de quedas e lesões, e a banhos em lagoas e represas, nas quais os mergulhos de cabeça em água rasa também são fatores expressivos de problemas físicos graves. O número de pessoas tetraplégicas ou paraplégicas por lesão de medula espinhal vem aumentando significativamente nos últimos anos. Atualmente estima-se que, por ano, no Brasil, surjam sete mil novos casos de lesões traumáticas.
A pesquisa da AACD mostra que, do universo pesquisado, 81,9% foram vítimas de algum tipo de acidente (trauma). O restante corresponde às lesões não-traumáticas, provocadas por algum tipo de doença. Além disso, o estudo revela que 62,7% vivem em São Paulo e Grande São Paulo, 31,6% no interior paulista e os demais em outros estados. O levantamento aponta, ainda, que 83,5% dos deficientes são do sexo masculino (10,2% a mais do que a última estatística) e 68,3% estão paraplégicos. Entre as quatro principais causas traumáticas para as lesões estão: acidentes por armas de fogo (43,5%), acidentes automobilísticos (30,5%), queda de altura (13%) e mergulho em águas rasas (6,8%).
Quando uma pessoa bate a cabeça no fundo de piscina, lagoa, rio ou represa, pode ocorrer a fratura em pontos da coluna vertebral. Na maioria dos casos, isso significa uma paralisia total ou parcial dos membros inferiores. O mesmo ocorre nas quedas de altura. A AACD ressalta a importância do encaminhamento urgente do lesado medular ao centro de reabilitação mais próximo. Em função da falta de informação e dos poucos centros especializados existentes, é alto o índice de complicações decorrentes da lesão medular, diminuindo as chances de recuperação total e onerando o tratamento.
Dicas Geralmente, tombos são motivo de piada, mas podem causar danos sérios, como traumatismo craniencefálico e lesão medular. Para evitar quedas de escadas, use sempre o corrimão. Não se pendure em sacadas e janelas. É aconselhável a instalação de tela protetora. Nunca mergulhe sem saber a profundidade daquele ponto da piscina, lago, mar ou rio. Pancadas em decorrência de mergulhos em águas rasas podem deixá-lo tetra ou paraplégico.
O álcool é o maior causador de acidentes de carro e as conseqüências podem ser traumas e amputações. Caso tenha consumido bebidas alcóolicas, não dirija. Uma alternativa é sortear um dos amigos para não beber e dirigir. Armas de fogo são as maiores causadoras de lesões medulares em pacientes de até 16 anos. Perfuração de órgãos, amputações e lesões encefálicas são alguns dos danos sérios que as armas de fogo podem causar. Caso haja alguma em sua residência, incentive a família a participar da campanha de desarmamento.
Fonte: AACD/Ricardo Viveiros - Oficina de Comunicação - 30/06/05
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