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Mielomeningocele: como evitar e cuidados especiais

Incluída em 25/01/2006

Prevenção é ingestão de ácido fólico (Vitamina B9) no começo do período de gestação

SÃO PAULO – A mielomeningocele atinge um em cada mil bebês nascidos e vivos, e não tem cura. Mais grave do que a paralisia cerebral, ela é causada pela malformação na medula espinhal. Dos pacientes atendidos pela AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), 10% são vítimas da mielomeningocele. A única forma de prevenção da doença é a ingestão de ácido fólico (o complexo vitamínico B9) antes do período de gestação.

O tubo neural é fechado entre o 22º e 28º dia de gravidez, por isso, é tão importante a ingestão da vitamina no início da gestação. A mielomeningocele pode restringir a vida da pessoa a uma cadeira de rodas. Causa também a paralisia de órgãos internos, como bexiga e intestino, além de hidrocefalia. Para amenizar as conseqüências da doença, o paciente pode precisar de uma série de cirurgias durante a vida.

Atualmente, a instituição realiza cerca de cinco mil atendimentos diários em suas sete unidades. Os pacientes recebem assistência de médicos, fisioterapeutas, terapeutas-ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, arte-terapeutas, musicoterapeutas e hidroterapeutas, além das escolas da entidade, com turmas do ensino fundamental (de primeira à quarta série), cujo objetivo é preparar as crianças para o ingresso em escolas de padrão convencional.

Em razão dos problemas de saúde desde o nascimento, as crianças com mielomeningocele, têm contato precoce e intenso aos produtos fabricados com látex. Chupeta, mamadeira, bexiga, brinquedo, roupa, tênis, luva cirúrgica e sonda urinária, são alguns dos produtos fabricados com látex e que fazem parte do dia-a-dia destas crianças. No entanto, este contato tão freqüente, poderá promover alergia ao produto. Assim a AACD substitui, sempre que necessário, todos os produtos do seus centros de reabilitação e do Hospital Abreu Sodré por outros fabricados, principalmente, com silicone.

Na maioria dos casos, a alergia não é grave e se manifesta com sintomas gerais como urticária, rinite, conjuntivite, náuseas, vômitos e diarréia, porém há casos mais graves, que podem causar choque anafilático. Exames que indicam a sensibilidade ao produto devem ser realizados periodicamente, uma vez que a alergia pode ser desenvolvida a qualquer momento.

Fonte: e Agora Newslink Service