Implante coclear
Implante coclear, uma cirurgia que poderia ajudar pessoas com surdez a voltarem a ouvir, ainda é pouco conhecido pelos brasileiros
Inserida em: 11/11/2005
Apesar de compreender uma tecnologia sofisticada, a técnica cirúrgica é simples. O implante é um estimulador elétrico que faz o papel de todo o ouvido: capta o som e o transforma em pulsos elétricos. Estes incitam o nervo auditivo, substituindo as estruturas naturais da audição. O aparelho tem uma parte externa, chamada processador de fala, e outra interna, implantada, por meio da cirurgia, na cóclea (uma região do Corti, órgão sensorial da audição).
Embora não devolva a condição de audição normal ao paciente, após o processo de reabilitação fonoaudiológica, a percepção dos sons é quase perfeita. "O resultado do implante varia de caso a caso, pois depende de muitos fatores externos e da memória auditiva do paciente. No entanto, muitos dos meus pacientes implantados conseguem falar ao telefone e entender uma conversa sem a ajuda da leitura labial", diz Valéria Goffi, fonoaudióloga do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, um dos mais procurados centros de implante.
"Um fator importante na corrida contra a surdez é o tempo. O diagnóstico precoce é um trunfo essencial, pois quanto menor o tempo da privação sensorial, mais chances de sucesso existem com a cirurgia", explica Orozimbo Costa, coordenador da equipe de otorrinolaringologia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-faciais (HRAC/Centrinho) da USP, em Bauru, onde são realizados cerca de dois implantes cocleares por semana.
Atualmente, no Brasil, sete hospitais públicos e vários outros centros particulares realizam a cirurgia - em São Paulo, Bauru, Campinas, Ribeirão Preto (todos no Estado de São Paulo), Natal (RN) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul). Existem oito hospitais em todo País que estão à espera de credenciamento do Sistema Único de Saúde para começar a fazer o implante.
O implante coclear é mais indicado a crianças a partir de um ano e adultos com tempo curto de perda auditiva. Os processos de reabilitação pós-operatórios variam de acordo com os casos. Em pessoas que ficaram pouco tempo sem ouvir totalmente, a readaptação tende a ser bem mais rápida.
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Fonte: Agência USP de Notícias, 10/11/2005
Fonte: Sentidos
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