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Tratamento eficaz

Microbolhas enfrentam diabetes em rato.

Inserida em: 22/05/2006

Uma nova técnica, ainda em escala experimental, pode abrir caminho para tratamentos mais eficazes contra ambas as formas de diabetes, ainda sem cura conhecida. Pesquisadores americanos usaram microbolhas para carregar até o pâncreas de ratos o gene da insulina, aumentando a produção desse hormônio, em falta nas pessoas com a doença.

O trabalho, coordenado por Paul Grayburn, do Centro Médico da Universidade Baylor (Texas), está na edição de hoje da prestigiosa revista científica americana "PNAS".

Os pesquisadores bolaram a estratégia na tentativa de vencer as dificuldades impostas até agora às abordagens similares. Tanto o diabetes tipo 1 quanto o tipo 2 têm a ver com a diminuição da produção de insulina, hormônio que regula a quantidade de açúcar no sangue. As "fábricas" de insulina são as chamadas células beta do pâncreas. Um caminho óbvio seria inserir nas células beta dos doentes cópias extras do gene que contém a receita para a produção de insulina, mas as tentativas feitas até hoje em animais de laboratório (com a ajuda de vírus, por exemplo) não deram certo.

Grayburn e seus colegas decidiram inserir o gene da insulina humana em microbolhas (feitas de fosfolipídios, o mesmo material que compõe a membrana das células) e depois as injetaram no pâncreas dos ratos. Com a ajuda de um aparelho de ultra-som, eles fizeram as microbolhas explodir, liberando seu conteúdo nas células dos roedores.

O truque funcionou: houve um aumento significativo da produção de insulina e uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue dos bichos. Para se certificar de que a grande maioria das cópias do gene da insulina fosse parar nas células beta, onde eram realmente necessárias, os pesquisadores anexaram ao gene um trecho de DNA que normalmente está expresso (ou seja, ativado) nesse tipo de célula.

Os pesquisadores dizem que, além do potencial terapêutico, a tática também poderá ajudar a entender quais genes são desligados nos pâncreas de diabéticos.

Fonte : Folha de S.Paulo