Esperança na fila dos transplantes
O aposentado Carlos Oscar já sofreu quatro enfartes e chegou a ficar uma semana em coma no hospital.
"O médico falou que eu ia durar pouco, pouquíssimo", conta ele.
Há dois anos, o aposentado foi voluntário em uma pesquisa inédita no mundo e que deu resultados. Dois meses depois do início da pesquisa, os cientistas tiveram uma surpresa, na sala onde acontecem os exames de esforço físico. Depois de receber uma injeção de células-tronco diretamente no coração, Carlos e mais 13 pacientes passaram a se sentir como se tivessem recebido um coração novo, sem ter feito transplante.
As células-tronco podem se transformar em quase todas as células do corpo. Os médicos retiram células-tronco da medula óssea dos pacientes e, através de uma artéria da perna, injetam as células no coração. Em contato com a parte afetada pelo enfarte, as células-tronco identificam o problema, se transformam em células cardíacas e recuperam o coração.
Segundo os médicos, a terapia substitui os transplantes e poderá estar disponível nos hospitais em dois anos.
"Agora a solução está dentro dele, uma vez identificado, no mesmo dia pode se realizar um procedimento de uma célula que é encontrada dentro do organismo do próprio paciente", explica Hans Fernando Dohnann, diretor científico do Hospital Pró-Cardíaco.
Para Carlos, um fôlego a mais pra uma vida que já chegou aos 77 anos.
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