Ministério da Saúde apóia pesquisa com células-tronco
Assessoria de Imprensa do MS
02/03/2005
Nota à imprensa
Na defesa do direito fundamental de a população brasileira ter amplo acesso às tecnologias mais avançadas para o tratamento de doenças, o Ministério da Saúde apóia a aprovação do projeto de Lei de Biossegurança, em tramitação na Câmara dos Deputados, particularmente no que diz respeito às pesquisas com células-tronco. Pautado sempre pela ética, o ministério espera que os parlamentares se mostrem sintonizados com os interesses dos brasileiros e aprovem o projeto, permitindo a utilização de células embrionárias nas pesquisas com fins terapêuticos - possibilidade concreta de cura para muitos brasileiros.
As pesquisas com células-tronco embrionárias representam a esperança de cura para portadores de doenças de vários tipos, entre os quais se destacam as doenças do coração, neurodegenerativas, genéticas, diabetes, autoimunes etc. Da mesma forma, as células-tronco serão capazes de reconstituir tecidos como pele, ossos, dentes, tecido nervoso e outros. Vítimas de acidentes e de violência, que tiveram lesões físicas atualmente irreversíveis, terão grandes chances de recuperar os movimentos de seu corpo a partir da aplicação das técnicas que podem ser desenvolvidas nessas pesquisas.
Recentemente, o Ministério da Saúde lançou um projeto de pesquisa para avaliar a utilização das células-tronco adultas em doenças cardíacas. O objetivo é introduzir terapias celulares no Sistema Único de Saúde, substituindo a realização de transplantes e cirurgias de ponte de safena e mamária. Para o paciente, os maiores benefícios são recuperação mais rápida e a melhoria da qualidade de vida, com a diminuição da necessidade do uso contínuo de medicamentos. Para o sistema, o uso dessa tecnologia significa economia e eficiência, diminuindo os custos dos tratamentos, liberando recursos do Sistema Único de Saúde para a aplicação na prevenção e cura de outras patologias, beneficiando a toda a população brasileira.
Estudos indicam que essas possibilidades de tratamento serão multiplicadas a partir do uso de células-tronco embrionárias. Elas têm, como principal característica, a versatilidade e são as únicas do corpo humano com potencial de se transformar em qualquer tecido, de músculo a neurônio.
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